Em “Royal Pains”, médico se dá bem como “babá” de bilionários
A coisa mais difÃcil na vida é escolher. Que o diga o médico Hank (Mark Feuerstein), de “Royal Pains”. Ele resolve “salvar duas vidas pelo preço de uma”, como fala para sua chefe, em um hospital de Nova York.
O problema é que um dos pacientes acaba morrendo por complicações na cirurgia. Seria superável não fosse ele um ricaço que patrocinava a instituição –e o que sobreviveu é apenas um pé-rapado qualquer. É o livre-arbÃtrio que determina seu futuro. Ele acha que fez certo, mas sua vida não para de dar errado desde então.
Perde o emprego, a carreira –a famÃlia do morto faz questão de “queimá-lo” em todas as chances de emprego– e até a noiva, com quem estava nos últimos trâmites para casar.
Só se recupera ao sair de férias com o irmão para o balneário dos Hamptons, onde vive boa parte da renda mundial. Lá ele se torna o médico dos milionários, que têm medo da clÃnica local e dos paparazzi sempre de plantão. A confidencialidade de seu trabalho faz com que ganhe cada vez mais adeptos –até foragidos da justiça o procuram.
É uma série médica, em que ele é um herói em busca de redenção. Tem um lado light que é quando ele resolve as situações de um jeito meio “MacGyver”: um tampo de lustre e uns diamantes viram um microscópio fantástico, por exemplo.
Só dá um pouco de raiva de ele ser tão perfeitinho: não quer fama nem dinheiro e larga qualquer coisa para atender um paciente –mesmo que seja uma noitada de amor com a administradora do hospital.
Ter bom coração faz parte de ser o mocinho, mas até George Clooney fazia sucesso com a mulherada em “ER – Plantão Médico” exatamente porque não se levava tão a sério.
ROYAL PAINS
Quando: a partir de dom., às 20h e à 0h, no Sony
Classificação: não informada
Folha de São Paulo




